No PCN de história do 3° e 4°
Ciclo, traz o debate da aproximação do conhecimento produzido nos ambientes
acadêmicos e o conhecimento escolar sobre a história. O documento argumenta
sobre a importância dos questionamentos produzidos na academia sejam
compartilhados no ambiente escolar. E que os conhecimentos produzidos nos dois
meios sejam compartilhados, criando assim laços estreitos. Admitindo que nosso
conhecimento e subjetivo e por isso um corpo dinâmico que muda a partir de seu
observador.
Como em todo post, esse não
vai ser diferente, vou tentar ver o que este parâmetro que deveria ser a base
do conteúdo dado do 5° ao 8° ano, desde 1998 quando foi publicado. Influência
na realidade escolar, que eu conheci pelo menso Sinceramente me surpreendeu a
antiguidade deste documento, pois a discussão que ele traz continua viva dentro
da academia. Mas da mesma forma que nós o discutimos, essa relação estreita
entre o as pesquisas realizadas do meio acadêmico, e sua difusão no âmbito
escolar , parece distante.
Digo isso pela minha experiência
no primeiro semestre na Universidade, onde a frase que eu mais ouvi dos
professores era “Esqueçam tudo que vocês aprenderam sobre história até
hoje". Sério foi traumatizante, eu chego na Universidade tinha acabado de
sair do ensino médio, cheia de empolgação, e levo aquele choque, esquecer tudo
aquilo que tinha feito me apaixonar pela história. Tudo bem que ao decorrer do
semestre eu foi me encantando pelo que vi na universidade, mesmo sendo
completamente diferente do que eu amava no ensino médio.
Mas a questão é, porque há
esse abismo entre o que aprendemos no ensino fundamental e médio, com o que
vemos na Faculdade? Com certeza, meu objetivo aqui não é apresentar uma resposta
concreta ou definitiva. Mas refletir sobre estás diferenças. Durante toda minha
formação desde o 1° ano do ensino fundamental até o 3° ano do ensino médio, a
disciplina história consistia em cronologia, resumos de textos e decorar fatos
e nomes importantes. Mas analisando o livro didático de história que foi
utilizado no meu ensino médio, ele tinha propostas importantes, como indicações
de bibliografias complementares com nomes de autores referenciais na área, e parênteses
importantes tratando temas como sexualidade, etnia e tantos outros temas
propostos pelos parâmetros. O problema é porque o livro didático é utilizado
como uma fonte de resumos, e não como uma ferramenta essencial para a melhor
elucidação dos conteúdos? Ou porque o que discutimos dentro da universidade
parece não ter a mínima importância para o resto da sociedade, que só é lido e
compreendido por outros especialistas? Ou que pessoas que saíram da
universidade e deveriam esta a par das discussões feitas na academia, parecem ignorá-las
em sala de aula?
Eu sinceramente acho
fantástica a proposta das questões estudadas e os questionamentos acadêmicos
entrem nas escolas, e que a partir deste conhecimento nasçam diversos outros,
com a interação aluno e o conhecimento. Mas esta proposta ao meu ver está longe
da realidade escolar, ou pelo menos estava até dois anos atrás quando eu me
formei.