sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Saber Acadêmico e o Saber Escolar


No PCN de história do 3° e 4° Ciclo, traz o debate da aproximação do conhecimento produzido nos ambientes acadêmicos e o conhecimento escolar sobre a história. O documento argumenta sobre a importância dos questionamentos produzidos na academia sejam compartilhados no ambiente escolar. E que os conhecimentos produzidos nos dois meios sejam compartilhados, criando assim laços estreitos. Admitindo que nosso conhecimento e subjetivo e por isso um corpo dinâmico que muda a partir de seu observador.
Como em todo post, esse não vai ser diferente, vou tentar ver o que este parâmetro que deveria ser a base do conteúdo dado do 5° ao 8° ano, desde 1998 quando foi publicado. Influência na realidade escolar, que eu conheci pelo menso Sinceramente me surpreendeu a antiguidade deste documento, pois a discussão que ele traz continua viva dentro da academia. Mas da mesma forma que nós o discutimos, essa relação estreita entre o as pesquisas realizadas do meio acadêmico, e sua difusão no âmbito escolar , parece distante.
Digo isso pela minha experiência no primeiro semestre na Universidade, onde a frase que eu mais ouvi dos professores era “Esqueçam tudo que vocês aprenderam sobre história até hoje". Sério foi traumatizante, eu chego na Universidade tinha acabado de sair do ensino médio, cheia de empolgação, e levo aquele choque, esquecer tudo aquilo que tinha feito me apaixonar pela história. Tudo bem que ao decorrer do semestre eu foi me encantando pelo que vi na universidade, mesmo sendo completamente diferente do que eu amava no ensino médio.
Mas a questão é, porque há esse abismo entre o que aprendemos no ensino fundamental e médio, com o que vemos na Faculdade? Com certeza, meu objetivo aqui não é apresentar uma resposta concreta ou definitiva. Mas refletir sobre estás diferenças. Durante toda minha formação desde o 1° ano do ensino fundamental até o 3° ano do ensino médio, a disciplina história consistia em cronologia, resumos de textos e decorar fatos e nomes importantes. Mas analisando o livro didático de história que foi utilizado no meu ensino médio, ele tinha propostas importantes, como indicações de bibliografias complementares com nomes de autores referenciais na área, e parênteses importantes tratando temas como sexualidade, etnia e tantos outros temas propostos pelos parâmetros. O problema é porque o livro didático é utilizado como uma fonte de resumos, e não como uma ferramenta essencial para a melhor elucidação dos conteúdos? Ou porque o que discutimos dentro da universidade parece não ter a mínima importância para o resto da sociedade, que só é lido e compreendido por outros especialistas? Ou que pessoas que saíram da universidade e deveriam esta a par das discussões feitas na academia, parecem ignorá-las em sala de aula?
Eu sinceramente acho fantástica a proposta das questões estudadas e os questionamentos acadêmicos entrem nas escolas, e que a partir deste conhecimento nasçam diversos outros, com a interação aluno e o conhecimento. Mas esta proposta ao meu ver está longe da realidade escolar, ou pelo menos estava até dois anos atrás quando eu me formei.


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