Quando
entrei no curso de história, minha maior
duvida era como ia me adaptar ao oficio
de ser professora. Quer dizer em toda escola que tive a oportunidade de
conhecer, pouco respeito havia para com professor, a remuneração era, e ainda é
muito baixa. Mas ao mesmo tempo sempre gostei de ajudar meus colegas e de dar
“aulas de reforço”.
Mas sempre percebi que em geral, havia um abismo enorme entre os professores e nós alunos. Quer dizer muitas vezes o conteúdo que eles passavam várias aulas tentando repassar para nós era completamente ignorado, ou decorado e logo esquecido. Nós não víamos utilidade pratica para aquilo. Toda vez que manifestava minha vontade em fazer o curso de história, meus colegas me questionavam para que eu iria escolher logo esse curso, e a profissão de professora.
Mas sempre percebi que em geral, havia um abismo enorme entre os professores e nós alunos. Quer dizer muitas vezes o conteúdo que eles passavam várias aulas tentando repassar para nós era completamente ignorado, ou decorado e logo esquecido. Nós não víamos utilidade pratica para aquilo. Toda vez que manifestava minha vontade em fazer o curso de história, meus colegas me questionavam para que eu iria escolher logo esse curso, e a profissão de professora.
Estranhamente
eu toda a minha formação nunca tive um professor que trabalhasse a História, ou
qualquer outra disciplina de uma forma crítica, elas sempre foi dadas de uma
forma linear e a história de forma cronológica ou uma história do ápice, ou seja,
só estudamos civilizações até o inicio do seu declínio, e passávamos para
outras civilizações, como estas deixassem de existir.
A metodologia também não ajudava copiar do
quadro e fazer resumos do livro didático e provas para fechar o conteúdo. Por mais
criticados que sejam os cursinhos, foi lá à primeira vez que tive uma história
politizada e problematizada, mas a experiência de cursinho é só de um semestre,
não temos tempo de desenvolver isso a fundo.
Com
isso para mim fica claro que os professores estavam simplesmente repassando
conteúdo, não havia uma tentativa de aproximar o conteúdo de algo do cotidiano
dos alunos. A minha geração já aprender a mexer em computadores desde muito
nova, e em sala de aula pouco desse conhecimento era aproveitado. Nossas
visitas a sala de informática se limitavam a site de jogos.
Mas
de qualquer forma é quase impossível um professor fazer um trabalho de
qualidade, trabalhando mais de quarenta horas por semana, não tendo tempo para
planejar suas aulas, a desvalorização, a péssima remuneração e outros inúmeros
problemas que os docentes brasileiros passam. Então fica a esperança de que com
o decorrer do tempo as pessoas se dêem conta do papel da educação e do
professor em nossa sociedade.


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