Até
agora o tema que achei mais complexo para desenvolver. Tive que repassar
inúmeras vezes minhas lembranças para tentar achar resquícios das teorias de
currículo. Para chegar à conclusão de que em onze anos de experiência em sala
de sala de aula todos os currículos que eu tive contato foram Tradicionais.
Nunca
discuti em sala de aula questões de classes, ou de uma cultura dominante,
relações de gênero, ou a inclusão dentro das salas de aula. Em sala de aula só
havia espaço para o conteúdo, quinta
série História Antiga e Idade Média, sexta e sétima focada na história do
Brasil e Idade Moderna e por fim oitava série Idade contemporânea . E no ensino
médio uma revisão de tudo isso.
Mas
isso não se restringia a disciplina de história, nenhuma disciplina havia o
debate. Por incrível que pareça a primeira vez que tive uma história reflexiva
no cursinho pré-vestibular da UFSC. Onde eu conheci um pouco da teoria de Marx,
a luta de classes, e uma história ligada a Política uma aula claramente baseada
em uma concepção crítica. Entretanto se limitou a isso, a questões de gênero,
etnias, poder ou identidade nunca chegaram a ser citadas.
Com base nisso acho
que estamos avançando muito nas questões de teoria do currículo, mas que na pratica
muito ainda se mantém de tradicional infelizmente.

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