Eu admito que sou
suspeita para falar sobre apresentação de seminários. Desde sempre apreciei as
apresentações feitas pelos alunos, porque lá é exposto muito mais que o
conteúdo, e onde nós temos a oportunidade de conhecer o ponto de vista de
nossos colegas. E elucidar conceitos que talvez tenham ficado de maneira
abstrata, mesmo após a leitura e a apresentação da professora.
Conceitos como o
capital cultural do Pierre Bourdieu, onde foi apresentado um vídeo bastante
explicativo sobre esse conceito na vida escolar dos alunos. Ou a educação
bancaria de Paulo Freire, onde se deposita o conhecimento em uma tabula rasa,
no caso o aluno.
Outra característica interessante
que fica presente nas apresentações são os debates que surgem sobre cada tema. Creio
que os alunos sentem mais liberdade para discutir com seus pares. Como a
discussão entorno das tirinhas que ilustravam um livro didático de ciências,
onde surgiu o questionamento da sabedoria popular versus as industrias
farmacêuticas, onde se percebia nitidamente um discurso etnocêntrico de
desvalorização do outro. Falando em outro, este sim foi questionado. Quem é
outro? Como o outro é construído? E se somos construídos, como esta construção
ocorre? Foram questões que nortearam as discussões sobre identidade que foram
colocadas em pauta. Que são essenciais para compreender a sociedade que nos
cerca.
Desta forma eu concluo
que a apresentação de seminários e uma forma bastante eficiente fazer com que a
turma não só interaja mais entre si, a melhor compreensão ou exposição e
ideias, como cria um ótimo laboratório, para nossas futuras experiências como
professores.