quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Planos, planos e mais Planos.


          A atividade final do semestre foi criar um projeto com o tema cidade, foi um exercício muito enriquecedor, pensar em projeto para ser trabalhado em sala de aula. Fez com que nos colocar no lugar do aluno, para pensar um recorte temático e trabalharmos em cima dele de uma forma atraente ao nosso público alvo. Trazendo uma nova perspectiva de trabalho para nossos educandos.
            E principalmente exercitando parte do trabalho docente. Acredito que tenha sido uma excelente tarefa para o encerramento da disciplina. Pois o planejamento não deixa de ser um guia para as atividades realizadas pelo professor de um ponto de vista interacionista.
         O tema que escolhemos trabalhar foi a mobilidade urbana em Florianópolis, um problema cotidiano com proximidade dos educandos. Achei está forma de planejamento bem rica, um ótimo guia para nós (futuros)  professores atuantes.
        Com essas considerações em me despeço da disciplina de didática B, sabendo que está disciplina deixara saudade.




Avaliar , o que? Pra que?


             Avaliação, vulgarmente conhecida pelos alunos como prova, atire a primeira pedra quem nunca surtou com a proximidade de uma , ou que quis escanar um colega que esfregou na sua cara que tirou nota maior que a sua, ou não conheceu aquele aluno que o professor usava como exemplo a ser seguido? Situações que todos já vivemos ou ao menos presenciamos em sala de aula.
          Todas elas direta ou indiretamente causados pelo método de avaliação utilizado pelo professor de avaliar seus educandos, desde que eu me lembre qualquer avaliação era um método de elencar os melhores e os piores alunos, em um tipo escabroso de classificação. Nunca tive uma opinião boa sobre provas que normalmente são utilizadas como método de avaliação.
          Quando um professor elabora uma prova, ele quer que determinados aspectos sejam abordados, e talvez isso que ele quer encontrar na prova, não seja aquilo que o educando entendeu do conteúdo. Fazendo com que os alunos tentem adivinhar o que o professor quer ler na prova. Matando assim todo o interesse do educando em demonstrar sua criação própria.
            Como os textos discutidos em sala acredito que eu refleti sobre um método de avaliação que visa tentar acompanhar o construção do conhecimento do aluno, e não elencar os melhores, ou piores.
Desta perspectiva a avaliação deixar de ser uma ferramenta de qualificação, para ser um método de acompanhar o entendimento do aluno.

Didática tradicional versus Novas Didáticas, que a luta comece.


            Admito que esse embate para mim é um pouco complexo, pelo simples fatos que eu não consigo ver as duas separadamente. Ok, quem esta lendo isso acha que eu sou louca, mas e a verdade. Na minha escolarização as duas nunca se separarão, a maioria dos professores utilizavam dos dois tipos de didáticas, variando dependendo do proposito da aula.
           Quanto o professor esta apresentado um conceito novo como o capitalismo ou socialismo, ele assume uma postura tradicional, em que ele fala e nós escutamos. Fazendo atividade de assinalar com constante vigilância sobre o nosso trabalho realizado, no mesmo bimestre ele apresenta o projeto de fazermos apresentação de teatro para demonstrar determinado contexto histórico, como as condições dos trabalhadores fabris na Inglaterra.
          Claro, que houve exceções como professores que tentaram ser completamente tradicionais, mas não funcionava. Pois como o pouco interesse e muitas vezes o pouco entendimento do conteúdo apresentado pelo professor, a atenção se dispersava e a turma se tornava uma algazarra. Desta forma eles aprendiam a abrir espaço para um maior dinamismo em sala de aula. Porque com uma turma de mais de quarenta alunos era impossível se manter no controle o tempo todo.
              Entretanto da mesma forma que não se pode manter um controle total da turma, abrir margem para uma maior participação dos educandos, faz com que haja riscos que haja uma apatia total em relação a nova dinâmica, pois sai do terreno confortável dos educandos.
Desta forma acredito que a melhor solução e um equilíbrio entre o novo e o tradicional, pois desta forma não haverá uma mudança tão abrupta, que cause estranhamento, e não um resgate total de algo que mesmo que sobreviva até hoje não se adequa a realidade dos educandos.

Será que no futuro eu colocarei em pratica o interacionismo?




       Em meio as discussões que aconteceram na sala de aula sobre as teorias interacionista. Eu fiquei me questionando se quando entrar em sala de aula, eu conseguirei colocar em pratica algumas das premissas de Piaget , Vygostsky, Freire e Saviane ?
          Admito que a reflexão sobre o tema não foi exatamente a coisa mais simples, já que eu nunca lecionei. Desta forma minha reflexão foi baseada em minhas experiencias escolares, como educanda.
Por exemplo, a premissa que a apropriação de conhecimento deve ser feito de uma forma ativa pelo educando
          E um fenômeno facilmente observado em sala de aula. Quando um Professor assume uma postura de superioridade aos alunos e não abre margem para a participação destes. Das duas uma, ou a turma para de prestar atenção no conteúdo apresentado, ou criam uma relação de receio para com este professor, fazendo as atividade solicitadas por medo de algum tipo de represaria.
          Pois ao agir desta maneira, o professor visa somente ao resultado, como uma tarefa realizada, e não o processo de desenvolvimento dos educandos. Desta forma os alunos passam a fazer as tarefas de uma forma mecânica, e futuramente não saberão lidar com algo novo,.
         Com base, nisso uma premissa pedagógica que levo comigo, e que dar a voz ao aluno e criar uma relação com este faz com que ele espaço para demonstrar suas aptidões que na maioria das vezes não são percebidas, pois o aluno esta inserido em um meio opressoror.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Seminários do livro Documentos de Identidade, de Tomaz Tadeu da Silva


Eu admito que sou suspeita para falar sobre apresentação de seminários. Desde sempre apreciei as apresentações feitas pelos alunos, porque lá é exposto muito mais que o conteúdo, e onde nós temos a oportunidade de conhecer o ponto de vista de nossos colegas. E elucidar conceitos que talvez tenham ficado de maneira abstrata, mesmo após a leitura e a apresentação da professora.
Conceitos como o capital cultural do Pierre Bourdieu, onde foi apresentado um vídeo bastante explicativo sobre esse conceito na vida escolar dos alunos. Ou a educação bancaria de Paulo Freire, onde se deposita o conhecimento em uma tabula rasa, no caso o aluno.
Outra característica interessante que fica presente nas apresentações são os debates que surgem sobre cada tema. Creio que os alunos sentem mais liberdade para discutir com seus pares. Como a discussão entorno das tirinhas que ilustravam um livro didático de ciências, onde surgiu o questionamento da sabedoria popular versus as industrias farmacêuticas, onde se percebia nitidamente um discurso etnocêntrico de desvalorização do outro. Falando em outro, este sim foi questionado. Quem é outro? Como o outro é construído? E se somos construídos, como esta construção ocorre? Foram questões que nortearam as discussões sobre identidade que foram colocadas em pauta. Que são essenciais para compreender a sociedade que nos cerca.
Desta forma eu concluo que a apresentação de seminários e uma forma bastante eficiente fazer com que a turma não só interaja mais entre si, a melhor compreensão ou exposição e ideias, como cria um ótimo laboratório, para nossas futuras experiências como professores.



Saber Acadêmico e o Saber Escolar


No PCN de história do 3° e 4° Ciclo, traz o debate da aproximação do conhecimento produzido nos ambientes acadêmicos e o conhecimento escolar sobre a história. O documento argumenta sobre a importância dos questionamentos produzidos na academia sejam compartilhados no ambiente escolar. E que os conhecimentos produzidos nos dois meios sejam compartilhados, criando assim laços estreitos. Admitindo que nosso conhecimento e subjetivo e por isso um corpo dinâmico que muda a partir de seu observador.
Como em todo post, esse não vai ser diferente, vou tentar ver o que este parâmetro que deveria ser a base do conteúdo dado do 5° ao 8° ano, desde 1998 quando foi publicado. Influência na realidade escolar, que eu conheci pelo menso Sinceramente me surpreendeu a antiguidade deste documento, pois a discussão que ele traz continua viva dentro da academia. Mas da mesma forma que nós o discutimos, essa relação estreita entre o as pesquisas realizadas do meio acadêmico, e sua difusão no âmbito escolar , parece distante.
Digo isso pela minha experiência no primeiro semestre na Universidade, onde a frase que eu mais ouvi dos professores era “Esqueçam tudo que vocês aprenderam sobre história até hoje". Sério foi traumatizante, eu chego na Universidade tinha acabado de sair do ensino médio, cheia de empolgação, e levo aquele choque, esquecer tudo aquilo que tinha feito me apaixonar pela história. Tudo bem que ao decorrer do semestre eu foi me encantando pelo que vi na universidade, mesmo sendo completamente diferente do que eu amava no ensino médio.
Mas a questão é, porque há esse abismo entre o que aprendemos no ensino fundamental e médio, com o que vemos na Faculdade? Com certeza, meu objetivo aqui não é apresentar uma resposta concreta ou definitiva. Mas refletir sobre estás diferenças. Durante toda minha formação desde o 1° ano do ensino fundamental até o 3° ano do ensino médio, a disciplina história consistia em cronologia, resumos de textos e decorar fatos e nomes importantes. Mas analisando o livro didático de história que foi utilizado no meu ensino médio, ele tinha propostas importantes, como indicações de bibliografias complementares com nomes de autores referenciais na área, e parênteses importantes tratando temas como sexualidade, etnia e tantos outros temas propostos pelos parâmetros. O problema é porque o livro didático é utilizado como uma fonte de resumos, e não como uma ferramenta essencial para a melhor elucidação dos conteúdos? Ou porque o que discutimos dentro da universidade parece não ter a mínima importância para o resto da sociedade, que só é lido e compreendido por outros especialistas? Ou que pessoas que saíram da universidade e deveriam esta a par das discussões feitas na academia, parecem ignorá-las em sala de aula?
Eu sinceramente acho fantástica a proposta das questões estudadas e os questionamentos acadêmicos entrem nas escolas, e que a partir deste conhecimento nasçam diversos outros, com a interação aluno e o conhecimento. Mas esta proposta ao meu ver está longe da realidade escolar, ou pelo menos estava até dois anos atrás quando eu me formei.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Teorias de currículo e a minha experiência na escolarização.


Até agora o tema que achei mais complexo para desenvolver. Tive que repassar inúmeras vezes minhas lembranças para tentar achar resquícios das teorias de currículo. Para chegar à conclusão de que em onze anos de experiência em sala de sala de aula todos os currículos que eu tive contato foram Tradicionais.
Nunca discuti em sala de aula questões de classes, ou de uma cultura dominante, relações de gênero, ou a inclusão dentro das salas de aula. Em sala de aula só havia  espaço para o conteúdo, quinta série História Antiga e Idade Média, sexta e sétima focada na história do Brasil e Idade Moderna e por fim oitava série Idade contemporânea . E no ensino médio uma revisão de tudo isso.
Mas isso não se restringia a disciplina de história, nenhuma disciplina havia o debate. Por incrível que pareça a primeira vez que tive uma história reflexiva no cursinho pré-vestibular da UFSC. Onde eu conheci um pouco da teoria de Marx, a luta de classes, e uma história ligada a Política uma aula claramente baseada em uma concepção crítica. Entretanto se limitou a isso, a questões de gênero, etnias, poder ou identidade nunca chegaram a ser citadas.
                Com base nisso acho que estamos avançando muito nas questões de teoria do currículo, mas que na pratica muito ainda se mantém de tradicional infelizmente.